quarta-feira, outubro 19, 2005
Solução radical
Os jornais de hoje reproduzem as ameaças que marginais de duas das torcidas mais violentas do RJ - Raça Rubro Negra e Força Jovem - estão trocando entre si.
Temo sinceramente pelo jogo de sábado e pelos acontecimentos que devem ocorrer não só no estádio como nas cercanias e até em recantos longe de São Januário, movidos pela irracionalidade travestida de paixão clubística.
Em meio a tudo isso, leio a coluna do Tostão no JB.
Ele comenta que "os governos e autoridades esportivas precisam tomar medidas duras, urgentes e eficientes para amenizar essa absurda situação".
O caminho é por aí.
Acho que na próxima confusão séria envolvendo esses marginais, o mais correto seria suspender de forma permanente o campeonato brasileiro.
Apesar de toda gritaria que vai surgir, acho que a situação atual tende a se deteriorar de forma irreversível caso uma atitude radical não seja tomada.
O problema é achar alguém com "aquilo" roxo para tomar tal decisão.
É mais conveniente deixar as famílias chorarem seus mortos.
Outro problema é a legislação penal.
Certos tipos de crime deveriam receber penas que inibissem sua repetição.
Quer um exemplo da condescendência das autoridades para com criminosos?
No dia 20 de agosto de 1995, na final da Supercopa são Paulo de Juniores, são-paulinos e palmeirenses travaram um autêntica batalha no estádio do Pacaembu. O Brasil inteiro assistiu o menor Márcio Gasparin da Silva, então com 16 anos, ser executado com pauladas na cabeça desferidas pelo palmeirense Adalberto Benedito dos Santos, integrante da tristemente famosa Macha Verde, conhecidíssimo reduto de marginais.
Agora o mais interessante, o criminoso foi condenado a doze anos de prisão.
Ou seja, dentro de 2 anos teremos de volta aos estádios, liberto e com "sua dívida com a sociedade" quitada um criminosos de alta periculosidade, devidamente pós-graduado em crimes diversos, graças a sua estada em alguma penintenciária paulista.
Se ao invés de doze anos o sujeito tivesse pego trinta anos a punição poderia servir de desestímulo para outros com a mesma índole perversa.
Triste país sem líderes com autoridade.