segunda-feira, outubro 24, 2005
Receita para ir para a segunda divisão
Os repórteres de rádio anunciam aos sete ventos a nova contratação do Flamengo: o técnico Joel Santana.
Isso mesmo, você leu direito: Joel Santana, ele mesmo.
Recém-demitido do Brasiliense, que amarga a lanterna do Brasileirão, Joel é convocado como o salvador de um time desacreditado.
Aliás, parece que após quatro anos de ensaio, esse ano o Flamengo finalmente conhecerá o lado negro do futebol.
Alguns sinais são preocupantes.
Quando o presidente Márcio Braga, num surto, resolveu convidar uma força-tarefa capitaneada por ninguém menos que Kléber Leite, os flamenguistas mais esclarecidos ficaram meio ressabiados.
Para quem não está ligando o nome à pessoa, Kléber Leite foi o presidente no ano do centenário - um fiasco total - e foi quem compôs o "ataque dos sonhos": Sávio, Romário e Edmundo, que acabou virando musiquinha das torcidas adversárias (pior ataque do mundo, corre um pouquinho, etc, etc).
Bom marqueteiro, mas politicamente inábil, no dia da chegada já foi avacalhando com Andrade - "precisamos de um técnico do tamanho do Flamengo" - e parece que hoje dispensaram Junior Baiano.
Tresloucado, porra-louca e impulsivo dentro de campo, o Baianão é um sujeito nota dez fora dele.
Boa praça, era um dos últimos rubro-negros de fato na equipe.
Contar com Jônatas, Junior e Fernando - o trio mascarado - nessa reta final pode revelar surpresas desagradáveis.