sábado, setembro 10, 2005
A maldição das chuteiras coloridas
Segundo a mitologia do mundo dos boleiros o primeiro sinal do jogador mascarado é usar chuteiras coloridas.
Faz sentido, visto que num grupo uniformizado, a ùnica forma de destaque visual autorizada pela legislação esportiva seria trocar a cor tradicional das chuteiras.
No passado, o màximo de ousadia que os fabricantes faziam era mudar a cor dos detalhes ou do solado, mas conservavam a cor preta.
A empresa japonesa Mizuno lançou uma chuteira branca, logo adotada pelo Rivaldo - lembram?
Na Copa de 98 a porteira foi arreganhada com a Nike lançando uma inacreditável chuteira dourada, que surgiu nos pés do Ronaldiiiiiiiiiinho.
Para quem gosta de aparecer pela cor da chuteira, o melhor época de toda a história é agora.
Já que não conseguem sobressair pelo futebol apresentado, a legião de medíocres que habita nossos campos faz dos pés um mostruário de cores.
Por exemplo, outro dia tive o cuidado de contar quantos jogadores do Flamengo entraram em campo com chuteiras coloridas. Dos onze em campo, apenas dois usavam modelos tradicionais, ofuscados por seus companheiros usando vistosas Nikes azul real, vermelhas, douradas, vinho e até impressionantes chuteiras laranja.
No sentido oposto, quarta-feira Petkovic fez dois golaços antológicos usando singelas chuteiras do modelo tradicional da Adidas, pretas.
Vai entender...