segunda-feira, novembro 28, 2005

 

Começou bem, terminou mal...


Com a esperada vitória de ontem, o Corinthians se aproxima cada vez mais da taça do Campeonato Brasileiro 2005.
Sei não, mas depois do jogo de ontem consolidei ainda mais minha impressão de que o Corinthians, na verdade, é Tevez e o resto. Literalmente, o resto.
O jogo começou nervoso, com a Ponte recuada de forma excessiva, mas o Corinthians só mostrada lampejo de criativade quando a jogada começava com o gringo. Forte, habilidoso, ele é excepcional para dominar a bola, protegendo-a do zagueiro e armar uma jogada rápida.
Se tivesse um Alex Dias ou um Petkovic jogando com ele seria até covardia.
Mas voltando a vaca fria, foi a Ponte Preta, numa bobeira da defesa do Corinthians, quem acabou abrindo o placar.
Mas como o time da Ponte é muito fraco, acabaram cedendo o empate numa bobeira, uma rebatida ridícula para a marca do penalti.
O gol da virada, uma pintura, foi indefensável.
E o terceiro, do "pernudo" Carlos Alberto, deve ter sido o gol do título.
Milagres acontecem, mas do jeito que as coisas andam no Brasileirão, se ocorrer o milagre supremo do Corinthians perder e o Internacional golear o Coritiba por mais de cinco gols, é bem capaz do juizão arrumar um penalti para empatar o jogo do Corinthians ou diminuir o saldo em Curitiba.
Ou alguém duvida?

quinta-feira, novembro 17, 2005

 

Na reta final, surpresas


Os jogos de ontem, que aparentemente não reservavam grandes surpresas, acabaram motivando o campeonato, confirmando suspeitas e animando alguns além da conta.

A noite começou com o Internacional fazendo sua torcida chorar lágrimas de sangue, ao empatar sem gols com o Brasiliense.
A pressão arterial da torcida deve ter ido às alturas quando as rádios começaram a berrar que o São Caetano estava ganhando do Corinthians por 1 a 0.
Só que isso de nada andiantaria se o Internacional repetisse a burrada ocorrida contra o Paraná, quando perdeu por 3 a 1.
Mas, aos 47 minutos do segundo tempo, já nos acréscimos, Márcio Mossoró - ele mesmo, o algoz do Flu na Copa do Brasil - tirou o zagueiro de jogada e bateu forte para marcar o gol da redenção colorada.
Deve ter morrido uma meia dúzia de colorados fulminados por ataque cardíaco.
Jogo acabado, foram todos "secar" o Corinthians, que acabou perdendo para o São Caetano em Caetano do Sul.
O campeonato, que muitos - sobretudo os repórteres paulistas - já davam como ganho pelo Timão, começa a ficar mais animado.
Em Florianópolis, foi a noite de Edmundo, que fez três gols e apresentou grande repertório de jogadas de efeito, com direito a passe de letra, lançamentos de curva, etc.
Sorte do Vasco que a combinação de resultados, com derrota do São Paulo, deixou tudo exatamente como estava.
Na Ilha do Governador, o Flamengo nem tomou conhecimento do Fortaleza e práticamente garantiu sua fuga do rebaixamento.
A vitória por 3 a 0, descontando a fraqueza do adversário, deve ser comemorada.
O problema é que sempre existe gente que não se contenta com o que tem.
Hoje eu ouvi rubro-negro afirmando que "se o campeonato durasse mais cinco rodadas o Fla iria à Sul Americana".
Bem, se for por aí, então vamos propor um campeonato de três turnos.
Só lembro que periga o Fla ser rebaixado assim que atrasarem os salários.
Pensando bem, vamos se contentar com essa escapada a duras penas e "lamber os beiços".

quarta-feira, novembro 16, 2005

 

Igual a andar de bicicleta



Durante o programa Mesa Redonda, exibido às segundas-feiras pela ESPN Brasil chegou a ser divertido observar a estupefação de alguns com a performance de Edmundo e Romário.
José Trajano chegou ao ponto de exclamar, exasperado: "Como pode?! Dois jogadores veteranos fazendo sucesso no Campeonato Brasileiro?".
Análises à parte, Romário surpreende a muitos pela capacidade de manter-se em atividade num campeonato corrido e muito disputado, enquanto Edmundo se destaca pelos lampejos de genialidade.
O que não pode ser esquecido é que ambos são jogadores de inegável qualidade.
Ambos possuem um currículo respeitável, tendo longa folha corrida de golaços, arrancadas e destruição de defesas adversárias.
Como foi muito bem lembrado, o segundo gol de Romário contra o Fluminense lembrou muito os gols marcados na Copa de 1994.
É aquela história, jogar bola é igual a andar de bicicleta: quem sabe, não esquece...

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